quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Nunca fui fã do estilo da Manuela Moura Guedes nem assisti mais do que três vezes ao Jornal de Sexta. Não vi nada na TVI que não fosse o Big Brother, o primeiro, aquele do famoso pontapé do Mário. Afinal, sei pouco sobre a programação, mas o suficiente para saber que é (era?) a líder de audiências televisivas e que dá ao povo aquilo que o povo gosta. A saber: novelas. E, por isso, goste-se, ou não, há que reconhecer o mérito do José Eduardo Moniz, que, com a superioridade intelectual que lhe é reconhecida, a pôs no Top. À sua, maneira, e goste-se, e concorde-se ou não, há que reconhecer igual mérito à Manuela Moura Guedes e ao polémico e conhecido Jornal.
Não há é que ter orgulho em viver num país que todos os anos festeja a Liberdade com um feriado e cravos e vivas à democracia, mas que na vida de todos os dias, não a permite. E, francamente, nem sei o que é pior: se uma ditadura às claras, se autoritarismo político disfarçado de económico.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Open space
Para que não haja dúvidas nos próximos 90 anos de trabalho que ainda tenho pela frente (porque isto da idade da reforma, diz o Estado, é como a morte: vai-se adiando e quanto mais tarde melhor!), deixo aqui gravado: odeio, abomino trabalhar em Open Space.
Odeio que me forcem a fazer parte do que quer que seja e que me obriguem a socializar com quem não me identifico. Não gosto que se saiba quantas chiclets mastigo por dia, quantos cafés tomo, quantas vezes vou à net, quantos telefonemas faço e a quem faço e o que digo. Detesto ter de levar com as conversas dos outros a toda a hora, ter as mesmas caras mesmo à frente 10 horas por dia. Não suporto o barulho que se gera num espaço desse tipo, nem do esforço triplamente necessário de concentração.
Gosto muito da minha privacidade e não sou nem simpática quando não me apetece e para quem não me apetece, nem tolerante com a burrice alheia. Não me interessa a vida dos outros e detesto que se interessem pela minha. Salvo raríssimas excepções não faço amigos nos colegas de trabalho.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Desenganem-se os agoirentos que não apanhei a (famosa) Gripe A, não emigrei para nenhum país longínquo (ainda), nem me desiludi com a internet nem com os blogs. Nada disso. O tempo, que já não era muito ficou ainda mais reduzido e o acesso à internet ainda mais limitado. Vai daí, as visitas aos blogs que adoro são escassas e os comentários também. Dos posts no meu nem escrevo que o meu blog fala por si.
Mudei de emprego e as mudanças, como toda a gente sabe, têm este período de adaptação em que tudo parece mais complicado e mais exigente, têm pessoas novas para conhecer, têm uma adrenalina de que eu gosto e preciso. Gosto de mudanças, de superar dificuldades e, essencialmente, de desafios. Sinto-me mais viva agora do que há uns meses atrás e isso é bom. Isso só é bom.
Não sobra é muito para a interacção bloguística, mas lá chegarei.
Como alguém me escreveu, um dia, em sms:" always look at the bright side os life".
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Gosto da sensação de ouvir uma música pela primeira vez e de a rádio não permitir recorrer ao repeat, de a reter na memória e de ter de esperar que saia o cd para a poder ouvir vezes sem conta. Gosto da necessidade de a ter e do objectivo de a saber de cor. Gosto de a pôr a tocar e de ter a certeza que é uma grande música, que fará parte da banda sonora da minha vida. Gosto de a ouvir vezes sem conta, de me arrepiar sempre que me concentro nela, de saber a letra, de descobrir pormenores sonoros que escapam quando se ouve o conjunto. Gosto de me envolver nela e de me deixar levar. Gosto de a cantar e de pensar para mim mesma que a estou a estragar com a péssima voz que Deus me deu.
De vez em quando, lá sai uma que me permite tudo isto. Por agora chama-se "Sleepless heart" e é do Rodrigo Leão, do recém editado "A Mãe".
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